Boas
Antes de mais parabéns pela iniciativa e parabéns a Alexandra pelo seu pensamento, plenamente de acordo, é melhor Levanta-te pela abundância que contra a pobreza… uma questão semântica? Não, acredito que é mesmo uma questão de atitude.
E nesse seguimento gostaria de expressar a minha visão do problema, são apresentados números alarmantes da distribuição da riqueza pelo planeta, e depois? É uma questão se natureza humana e social harém uma minoria extremamente rica e uma maioria extremamente pobre, sempre foi assim e enquanto não formos todos “formigas” sempre será!
Olhem para utopias como o Marxismo em que tudo deveria ser igual para todos, resultado fome para todos e todo mundo a pé, no entanto como foi o caso da Polónia os dirigentes comiam com talheres de ouro quando não havia ouro para alianças… dá que pensar.
No nosso caso recente de historia Nacional contaram-me uma coisa que me deixou alarmado e que não se ensina nas escolas as criancinhas (a filtragem de informação é danada!), na altura da guerra e enquanto Salazar enchia os cofres do pais a plebe tinha meia sardinha para comer… e quem tinha, o meu pai conta-me que se queria fruta tinha que a roubar dos pomares e quando estava verde, porque senão era colhida… e no entanto saiam barcos carregados de bens de primeira necessidade da Metrópole (Portugal?) para as colónias (Angola, Moçambique, Guine e por ai fora) que eram rotulados como “Os barcos com as Sobras”! Pelo amor de Deus (seja qual for o vosso Deus) a capital de Angola na época metia Lisboa no bolso! E ainda mandávamos as sobras? Ok é verdade nunca soube se eram as espinhas e os ossos… mas acho que não.
Mas actualmente também temos casos engraçados, quem não se lembra de histórias como “Os contentores cheios de comida que ficam a apodrecer nas alfândegas”? Ou “A comida que é enviada para matar a fome as criancinhas acaba por cair nas mãos de grupos armados”? E ainda (esta é a minha preferida) “Os políticos e demais que ficam com uma grande percentagem daquilo que é enviado para as criancinhas”?
É giro fazer agitação pública como quando todo o país parou pela causa de Timor, (mas quem continua a explorar o petróleo de Timor são os mesmos que correram com Portugal de Timor e que nada fizeram quando Portugal parou), assim como fazer manifestações contra a pobreza e essas coisas, mas a verdade é que quando eu mando um pacote de arroz para algures em África ou seja lá onde for como é que eu sei que esse pacote vai ser entregue em tempo útil (antes de acabar a validade) a quem realmente necessita? Onde está uma estrutura internacional superior a qualquer país, politica e religião que garanta isso? A ONU? Sim todos vimos o que aconteceu quando os USA decidiram atacar o Iraque… a ONU fez muito mesmo… fez-me lembrar de uma anterior instituição semelhante a ONU que também não conseguiu fazer nada e tivemos a 2ª Guerra…
Não quero com isto ser pessimista, mas sim por essas cabecinhas a pensar em que o problema não se resolve enviando um pacote de arroz, mas sim em fazer o pacote de arroz chegar a quem precisa… e já agora se me permitem deixo este velho pensamento, “Se quiserem que uma pessoa não tenha fome, não lhe dei-a o peixe, ensinem-na a pescar”
Abraços
quinta-feira, 18 de Outubro de 2007
O meu comentario a "Só uma questão de percentagens?"
Posted by
Beijufas
at
10/18/2007 12:57:00 AM
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